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Eclipse solar de 12 de agosto de 2026: o que Portugal vai ver e como observar em segurança

Na quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a Lua vai passar diante do Sol e Portugal ficará dentro da zona de eclipse.

A maior parte do país verá um eclipse parcial muito profundo; uma pequena faixa no extremo nordeste, junto a Rio de Onor e ao Parque Natural de Montesinho, poderá ver a totalidade durante poucos segundos.

Não é preciso transformar o fenómeno num susto: é preciso preparar a observação certa.

O que acontece amanhã

Um eclipse solar acontece quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol. A NASA indica que o eclipse total atravessará a Gronelândia, a Islândia, o Atlântico, Espanha e uma pequena zona de Portugal; no resto do país será parcial.

Na faixa de totalidade o disco solar desaparece por instantes. Fora dela, fica sempre uma parte do Sol visível e a observação directa continua a ser perigosa.

Portugal não verá todos a mesma coisa

A totalidade é uma experiência muito localizada. A informação nacional do projecto Eclipse 2026 aponta para uma faixa de 100% no Parque Natural de Montesinho, enquanto o continente terá aproximadamente 92% a 99% de ocultação e os Açores e a Madeira valores mais baixos.

Em Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e na maioria das localidades será um eclipse parcial profundo, não um eclipse total.

Horários de referência

O fenómeno ocorre ao fim da tarde. Como referência nacional, o eclipse começa aproximadamente entre as 18:30 e as 18:40, atinge o máximo perto das 19:30 e termina entre as 20:24 e as 20:42, dependendo da localidade.

Em Rio de Onor, a totalidade está prevista para cerca das 19:30, mas a duração exacta é muito curta. Confirme sempre o horário do seu município e procure uma vista desimpedida para oeste, porque o Sol estará baixo.

A regra que protege os olhos

Nunca olhe directamente para o Sol com óculos de sol, telemóvel, binóculos ou telescópio sem filtro solar próprio. Use óculos de observação solar conformes à norma ISO 12312-2 ou um método de projecção indirecta.

Óculos de eclipse não devem ser usados atrás de binóculos ou telescópios: os instrumentos concentram a luz e podem causar lesões graves. Durante a fase parcial, a protecção é obrigatória em todas as localidades.

O que observar além do céu

Um eclipse é também uma experiência de ambiente: a luz muda, as sombras podem aparecer em crescentes, a temperatura pode baixar e os sons da paisagem podem alterar-se.

Uma folha perfurada, uma caixa de projecção ou uma pequena câmara escura permitem observar sem apontar os olhos para o Sol. O melhor registo é seguro, simples e acompanhado por uma hora e uma localidade.

O toque PontoTi

Fenómenos raros pedem a mesma disciplina que um sistema digital: fonte confirmada, horário local, estado visível e limites claros. Amanhã, a página certa não deve prometer totalidade a todo o país nem incentivar fotografias perigosas.

Deve ajudar cada pessoa a saber o que verá, quando verá e como o fará sem transformar curiosidade em dano permanente.

Sources consultées